07/01/2026 – 12:50
Da redação
Não é segredo para ninguém o narcisismo, egocentrismo e ditatorialismo de Donald Trump. Seu segundo mandato é caracterizado pelas suas ambições na política externa, que ele não tem o menor pudor em esconder. Com 80 anos, tem o vigor assassino de um jovem.
“Homem de palavra”, cumpriu o inimaginável: invadiu a Venezuela e capturou o Presidente Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em um planejado, certeiro e contundente ataque ao verdadeiro bunker onde estava Maduro, em Caracas. Os EUA já haviam avisado, dias antes da captura, que cessassem vôos no espaço aéreo da Venezuela – mas Maduro não levou a sério, chegando a fazer “dancinhas” pela internet para provocar Trump. Bem, temos a resposta da coreografia de Maduro.

Invasão a Caracas em 03/01/2026
Fonte: redes sociais.

Maduro Preso
Fonte: redes sociais
A chamada “Doutrina Monroe”, de 1823 (agora chamada “Doutrina Donroe”) foi a justificativa (juridica, internacional, diplomática ou sabe-se lá o que) de Trump. Embora a presidente interina da Venezuela Delcy Rodriguez já tenha assumido o posto, Maduro está sob julgamento. O Jornal São Roque acompanhará o caso, e não será nenhuma surpresa se Maduro for assassinado ou se “suicidar”.
Mas as coisas não param por aí. Como no famoso jogo da Grow, War, Trump quer dominar o mundo, e já fez alertas a respeito.
Groenlândia
Os Estados Unidos já têm uma base militar na Groenlândia, chamada “Base Especial de Pituffk”. Mas Trump quer o domínio de toda a Groenlândia. Segundo ele, “precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”. Justifica afimando que a região está cercada por navios russos e chineses, nações notoriamente inimigas.
A Groenlândia é uma enorme ilha no Ártico e faz parte do Reino da Dinamarca. Fica a pouco mais de 3 mil quilômetros de distância dos Estados Unidos. Não há uma razão geográfica para a anexação, mas há um porém. A Groenlândia é rica em terras raras (assim como a China e o Brasil), fundamentais para a produção de smartphones, equipamentos militares e veículos elétricos – materiais cobiçados pelos EUA. Vale lembrar que a Venezuela não tem terras raras, mas é riquissima em petróleo – obsessão dos EUA, sendo que uma grande remessa já está em negociação.

Mapa EUA – Groenlândia
Fonte: Wikipedia
Assim, a Europa está se preparando para a possibilidade de Trump atacar a Groenlândia e a Dinamarca. Ambas estão buscando uma reunião com o secretário de Estado Americano, Marco Rubio – que tem convicções muito duras e difíceis de mudar. A possivel anexação da Groenlândia pelos EUA causaria um grande impacto na OTAN, e dividiria ainda mais as relações governamentais, comerciais e diplomáticas entre Trump e os países europeus.
Os líderes das principais potências europeias e do Canadá – também visado por Trump – manifestaram seu apoio à Groenlândia. Já a Casa Branca afirmou na terça-feira (6) que tem como opção utilizar as forças armadas – comprovadamente avançadas e eficazes.
Trump também justifica a anexação alegando que a ilha é importante por ser rota de navios de diversas nacionalidades, podendo abrigar infraestrutura militar para impedir ataques da Rússia ou da Europa.
Aguardemos.