21/01/2026 – 11:00
Da redação
O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, foi preso na última segunda-feira (19), juntamente com 2 outras técnicas de enfermagem – Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos – em Taguatinga (DF), acusado de praticar homícidios dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, também em Taguatinga.
Conforme apurado Marcos Vinicius, de 24 anos, chefiava um esquema formado por profissionais da saúde que teriam se valido dos próprios cargos para cometer os crimes. O técnico de enfermagem confessou os crimes em depoimento prestado na última terça-feira (20), após ser preso durante a deflagração da Operação Anúbis.
O grupo teria sido responsável pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.
A Polícia Civil aponta que o técnico, em alguns casos com o auxílio das duas técnicas de enfermagem, injetou doses de medicamentos não prescrito aos pacientes. Para conseguir os medicamentos, ele acessava o sistema do hospital com a senha de um médico que ja não mais trabalhava no hospital, fazia a prescrição e pegava os medicamentos na farmacia do hospital. Não se sabe como ele conseguiu os dados de acesso desse médico, nem a razão do acesso do médico ainda estar ativo.
No caso da professora aposentada, Marcos Vinícius aplicou-lhe mais de 10 seringas de desinfetante, causando diversas paradas cardíacas.
A motivação dos crimes ainda está sendo investigada, sendo que os investigados confessaram o crime sem apresentar arrependimento, demonstrando frieza. A investigação deverá indiciá-los pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.
Uma das hipóteses, ainda prematura, é de que haveria uma espécie de “conluio” com alguma funerária, que “pagava” por cada morte pois ficaria encarregada do funeral, que gira entre 3 mil a 7 mil Reais.
Imagem: redes sociais