Mais de 1.000 presos não retornam após “saidinha” de fim de ano em SP

11/01/2026 – 10:15

Da redação

Mais de 1.000 presos não retornam após “saidinha” de fim de ano em SP

A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) divulgou que 1.131 presos não retornaram aos presídios do estado após receberem o benefício da “saidinha”, como é conhecida a saída temporária, concedida no fim do ano passado (2025). Conforme apurado, foi autorizada a “saidinha” de 30.382 presos do regime semiaberto para o período entre 23 de dezembro de 2025 até o dia 5 de janeiro de 2026. Aproximadamente 3,72% dos presos não retornaram – e continuarão suas carreiras criminosas.

De acordo com a lei, o preso é considerado foragido quando não retorna da “saidinha”. Quando ele é capturado, perde o benefício do regime semiaberto e volta a cumprir a pena em regime fechado. No regime semiaberto, o preso (ou “reeducando”) pode sair do presídio durante o dia para estudar ou trabalhar, devendo retornar ao presídio para todos os pernoites.

Em tese, a prisão é uma medida extrema e serve para a ressocialização do criminoso. Ele tem o direito de trabalhar e estudar na prisão. Cada 3 dias de trabalho ou leitura de livros específicos (com entrega de resumo conforme padrões previstos em lei), ou ainda cursar EJA ou faculdade abate 1 dia da pena, alem de acelerar a progressão para regimes mais leves e o livramento condicional. O bom comportamento também é um parâmetro para a progressão do regime prisional.

O trabalho interno (na prisão) e o externo são abrangidos pelo benefício, chamado de “remissão da pena”. Algumas decisões reconhecem que o trabalho doméstico para mulheres em prisão domiciliar também vale o benefício, assim como o cuidado com filhos menores, além da amamentação (dentro ou fora do presídio).

Mas a realidade é outra. Presídios superlotados, falta d’água, comida estragada, ausência de condições nos presídios para trabalho, leitura ou estudo são comuns. Se por um lado existem presos irrecuperáveis (como o falecido Bandido da Luz Vermelha, Champinha, Chico Picadinho), outros presos realmente conseguem se ressocializar, abandonando suas carreiras criminosas.

O Poder Executivo investe o mínimo possível no sistema prisional, e o que é “lindo” na lei – a ressocialização – acontece em uma porcentagem muito pequena de condenados. Então nós, cidadãos de bem, ficamos sujeitos aos criminosos em liberdade e fomos “premiados” em 2026 com mais de 1.000 detentos que não retornaram da “saidinha”.

No Estado de São Paulo a SSP (Secretaria da Segurança Pública) usa o programa “Smart Sampa” e a iniciativa “Muralha Paulista”. Foi feita a integração de milhares de câmeras (públicas e privadas) de reconhecimento facial e de placas de veiculos. São identificados foragidos, procurados, pessoas desaparecidas e veículos roubados, e a SSP busca diariamente a expansão dos sistemas, com o acréscimo de mais câmeras.

Em São Roque, há poucos dias, uma câmera do Smart Sampa (“smart” é uma palavra inglesa que signifca “esperto”) localizada na rodoviária fez a identificação de um criminoso, como noticiado em outra conceituada mídia de comunicação da cidade. A delegacia é ao lado da rodoviária, o que fez que em poucos minutos após o reconhecimento facial ocorresse a prisão do indivíduo.

O Jornal São Roque recomenda aos moradores da cidade que observem onde estão os totens de segurança, que possuem um botão acionando diretamente a polícia.

Imagem: Defensoria Publica do Paraná

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