21/01/2026 – 10:15
Da redação
Como se proteger de golpes digitais
Conforme levantamento feito pelas delegacias de crimes digitais e pela Polícia Federal, os sites falsos estão cada vez mais convincentes, mas alguns sinais simples ajudam a identificar o golpe em poucos segundos. Vale lembrar que os golpistas cibernéticos usam a engenharia social para praticar golpes, e sempre que uma medida de segurança é implementada eles arrumam meios de burlar.
A nova prática consiste em criar páginas falsas na internet, imitando grandes lojas e marcas. São usados logotipos reais, fotos profissionais e até anúncios patrocinados. A sofisticação dos golpes vai tão longe que muita gente acha somente sites “mal feitos” são perigosos. Na prática, muitos golpes acontecem justamente porque o site parece confiável.
O primeiro cuidado a se verificar é o endereço do site. URLs longas, com erros sutis de escrita ou domínios estranhos são sinais de alerta. Sites legítimos costumam usar domínios simples e coerentes com a marca, geralmente terminados em “.com” ou “.com.br“.
Na sequência, fique atento à forma de pagamento. As páginas falsas frequentemente exigem pagamento apenas por PIX, boleto ou transferência direta, sem oferecer cartão de crédito ou intermediadores conhecidos. A ausência de opções seguras é um sinal forte de golpe, pois compras no cartão de crédito podem ser estornadas, mas outras formas de pagamento são muito mais lentas para apuração e devolução.
Fique atento ao rodapé do site. Empresas reais informam CNPJ, endereço físico, política de troca e canais de contato. Quando essas informações não existem ou parecem genéricas demais, a chance de fraude aumenta. Vale a pena consultar a Junta Comercial (em São Paulo, no site da JUCESP) para verificar não só se as informações conferem, como se demais dados estão coerentes. Pesquise o nome da loja fora do site, para confirmar se ela realmente existe.
Preço baixo – desconfie de ofertas irreais. Preços muito abaixo do mercado criam gatilho emocional de urgência e pressionam a decisão da compra rápida. Os golpistas usam meios para criar a sensação de pressa, evitando que a vítima faça verificações básicas.
Avaliações falsas são outro indício. Comentários exageradamente positivos, sem críticas ou com textos repetidos, costumam ser fabricados. Cheque se há reclamações em sites como “Reclame Aqui”, “consumidor.gov.br” ou PROCON.
Todas essas dicas de segurança tomarão no maximo 2 minutos do seu tempo, fazendo com que você não caia em golpes, evitando perda de dinheiro, clonagem de cartão e dor de cabeça. Em compras online, cautela vale mais do que desconto.
Fonte: G1; SaferNet Brasil; Polícia Federal; matérias sobre golpes digitais.
Imagem: Freepick